segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Iare, iare! (Ora, ora em japanese!)

Hehe, sim, estou aqui. Sobrevivi a diversas maratonas em minha vida. Vamos começar contando tudo?

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Depois da minha receita de Chicabon, não postei mais nada contando da minha vida... Depois daquele post de agosto, sobre os calos nos pés, muita, mas muita coisa aconteceu mesmo!

A primeira delas foi a viagem a Curitiba: lugar mais que perfeito e que, à época fui com minha amiga e o "falecido" dela, e eu com o meu. Sim, falecido! Terminamos pouco tempo depois desta viagem. Mas, retomando...

Curitiba é uma cidade linda e foi um prazer imenso visitá-la, exceto porque eu estava com uma criatura que, em momento algum, demonstrava me amar e estar feliz ao meu lado. Isso já era motivo de longas conversas onde o tal, afirmava que tais impressões eram devaneios meus e que nada era verdade. Sério? Não era...

Depois fui a casamentos e a criatura permanecia fria, distante, gélida, sem me dar atenção e a cada momento juntos (que era raro porque ele sempre estava ocupado) parecia um suplício para ele. Bem, ao menos era isso que eu e a torcida do Corinthians percebia.

Mas, depois de tanto reme-reme, coisas compradas para a cerimônia, o dito passou em um concurso. Para o interior. Teríamos q antecipar o casório de 08/08/2010 para 17/04/2010. Ideia apoiada por ele. Mas, algo não ia bem e eu pressentia isso como uma flor pressente a chegada do orvalho (não foi algo prazeroso mas foi apenas pra ilustrar, rs).

Enfim, no Natal as coisas descambavam cada vez mais, eu me sentia o cocô da ameba que estava no cocô do cavalo do pedófilo! E isso doía, dóia muito. Tivemos uma certa conversa, fui ignorada por mais de uma semana, sem contatos. Resolvi ligar no dia 02/01/2010, data que definitivamente terminamos. Como a alegação dele de não querer terminar era "medo de se arrepender ou me magoar" (digamos, sentimento egoísta e falta de noção da realidade porque ele já vinha me magoando há milênios!), decidi, por mim e por ele que essas alegações não provam um sentimento chamado amor, apenas a conveniência ou qualquer outra coisa que o valha.

Com o clique de desligar do telefone veio o fim de 7 anos e 4 meses de relacionamento e o fim também de uma agonia que tanto me machucava. Devo confessar: fiquei aliviada. Primeiro porque estava certa sobre o que percebia dele pra mim, porque não era louca nem neurótica e porque não casei com alguém que eu iria querer matar depois.

Depois disso, foi o momento de alterar status do orkut, mudar e-mail, sair das comunidades de noivas, buscar outros rumos. Ele até me ligou dias depois mas, não foi pra voltar e nem aceitaria alguém que não compreende nem mesmo os próprios sentimentos.

Não vou mentir que meu mundo caiu, mas, que adiantava ter alguém ao seu lado que não te apóia em nada, que não te elogia, não participa dos seus sonhos e conquistas, não é companheiro e ainda por cima te chama de doida quando você percebe que mudou? Enfim, foi mais alívio do que tristeza.

Já no carnaval, trabalhei alguns dias e viajei nos outros. Antes, porém, soube que o danado dava em cima de uma amiga de uma pessoa que conheço super bem! Olha que legal! Virei no retêtê pq eu já sonhava com isso, perguntava pra ele se era verdade o que eu sonhava e continuava a mesma frase "é coisa de sua cabeça". E era mesmo: CHIFRES! E dos grandes, já que a fama do bunito era de "esse não é flor que se cheire". Se é verdade ou não, nem sei dizer. Só sei que a criança já estava com namorada nova (do trabalho deleeeeeeeeee) em Março apresentando aos parentes! Uhu!!!! A fila andou rapidão pra quem tanto chorou e dizia estar triste pra caramba!

Mas, isso não chegou a me incomodar. Apenas mostrou que o ditato "antes só que mal acompanhada" era super verdadeiro e perfeito em sua essência. Agradeci e ainda agradeço muito a Deus do que Ele me livrou: uma pessoa que não respeita sentimentos alheios e que não me amava. O que mais doeu foi que eu não tapava o sol com a peneira. Ao contrário, tentava conversar pq não queria nada forçado. Mas, as pessoas não são como nós...

Enfim, ao mesmo tempo disso, meu pai continuava com dificuldades no tratamento contra o câncer, fui a SP tentar ajudá-lo niso, denunciando os descasos da rede SUS mas nem pude fazê-lo por um motivo simples que poderia resultar na demissão de uma pessoa que tentou ajudá-lo.. Dilemas né? Mas, ao mesmo tempo, caiu alguém na minha vida, de pára-quedas...

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