segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Prazeres impossíveis

A gordinha come a pizza. As pessoas em redor olham com um certo ar de crítica. Eu penso: "Só porque é gordinha não pode comer isso?". Mais adiante vejo duas garotas de mãos dadas. Dois rapazes seguindo, lado a lado, mas que têm ar suspeito de cumplicidade. Um diabético come uma torta alemã (com açúcar). E eu, magrela, como carne de frango embora queira ser vegetariana.

Prazeres: sentimentos que nos saciam, massageiam nossos instintos e nos cobrem de uma sensação indescritível de felicidade.

Impossíveis: Porque a sociedade ou alguém nos condena, limita e obriga a vivermos da forma que acham correta ou que está (ou não) na moda. Depende da época, da estação, da moda e comportamento ditados nos lixos chamados novelas ou nos cinemas.

Mais à frente vejo uma garota sem aliança ao lado de um cara com aliança. Os olhares entre eles são penetrantes (denunciando a vontade que deve ter sido saciada após saírem juntos do local).

Perguntas surgem imediatamente nessa cabeça de vento: "É correto trair? (Tomando como princípio o fato d eum só estar com aliança, o que pode ser justificado com uma perda ou esquecimento, ou mesmo um caso)". Ao mesmo tempo me pergunto se é correto também trair os próprios sentimentos, abafando-os porque o casamento, mesmo de pernas bambas e sem sentimento algum, é sagrado?

Não vou ngar que minha cabeça fervilhou com as benditas filosofias do que é correto e porque é o correto. Ao mesmo tempo afastei tudo lembrando que não sou Deus e que cabe a Ele dar estas respostas.

*Escrito em Março/2010

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